Os Ecomen foram criados para mostrar às crianças, a necessidade de preservar o meio ambiente. O diferencial em relação a todas as outras iniciativas na educação ambiental foi a ideia de fazer isso através de entretenimento. Ação e aventura, sem “ecochatura”! A consequência disso seria a formação de uma geração de pessoas que entendesse, realmente, a importância de preservar o planeta. Quando se tornassem adultos, naturalmente, com sua cultura ecologicamente correta, essas pessoas salvariam o Planeta! Fazer histórias em quadrinhos e divulgá-las através de promoções e publicidade ligadas a produtos para crianças, pareceu um bom caminho para chegar ao objetivo de educar com entretenimento. Uma ideia, totalmente, “maquiavélica”!
Quase aconteceu, pelo menos quase o projeto inicial saiu do
papel. Cortaram a verba em cima da hora!
Vinte e cinco anos depois, temos milhares de ONGS,
espalhadas pelo mundo, atirando pra todos os lados, recebendo milhões de governos
para realizar projetos duvidosos e sem resultado prático. A realidade, entretanto,
não mudou. As pessoas não mudaram, ainda precisam ser intimidadas por leis, que
os países são forçados a criar, para que poluam e destruam em ritmo mais lento.
Em ritmo mais lento, apenas isso.
As ONGs tornaram-se uma enorme malha de exploração de verbas
públicas, defendendo interesses muitas vezes obscuros, servindo a interesses
políticos de países e de corporações. Sem falar no cabide de empregos mundial, para
pessoas que, ou não sabem o que e como fazer, ou estão lá para apenas ganhar um
“dinheirinho”, fingindo querer “defender o planeta”.
Os Ecomen em 25 anos, sozinhos, teriam feito um
trabalho melhor. Faltou...um monte de coisas.
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